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Amiga de rapaz que desapareceu no Pico Paraná diz que foi ameaçada e teve medo

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A amiga de Roberto Farias Thomaz, de 19 anos - jovem que estava desaparecido desde quinta-feira (1°) no Pico Paraná — , relatou ter vivido dias de medo, julgamentos e ameaças até a confirmação de que o jovem havia sido encontrado com vida. Roberto foi localizado na manhã desta segunda-feira (5), em uma chácara em Antonina, no litoral do Paraná, a cerca de 20 quilômetros do ponto onde foi visto pela última vez.
Em entrevista ao repórter Tiago Silva, da Ric RECORD, Thayane Smith afirmou sentir alívio após dias de angústia e contou que precisou sair de casa por medo.
“É um alívio. Eu falei que não fiz nada com ele. Muita gente me julgou, ameaçou a minha família. Eu não fiquei na minha casa, eu vim pra fazenda com medo de me matarem. Aqui eu estou mais segura, tem polícia, investigações, tem a família dele”, disse Thayane, emocionada.
A jovem também contou que se sentiu desamparada durante o período em que Roberto esteve desaparecido. Segundo ela, chegou a ficar sem comunicação. “Os policiais pegaram meu celular, fiquei sem amparo, sem contato com a minha mãe, sem comunicação nenhuma. Precisei emprestar um celular pra conseguir chegar até aqui de novo”, explicou a amiga de Roberto.
Ainda abalada, a jovem relembrou o momento do desaparecimento e demonstrou arrependimento. “Eu errei de ter deixado ele ali pra trás. Se eu não tivesse deixado, nada disso tinha acontecido. Mas tentei ajudar todos os dias de busca, precisei até fugir da minha advogada pra vir aqui. Agora tá tudo bem, já deu certo”, afirmou.
Com a confirmação de que o amigo estava vivo, Thayane disse que agora pretende retornar ao seu estado de origem e falou como será o reencontro com o amigo.
“Nossa, vou xingar tanto esse moleque. Eu estou chorando de alívio, por Deus estar agindo na minha vida. Agora é voltar pra minha cidade, minha família, pra minha vida, minha cultura e descansar”, disse a jovem em entrevista à Ric RECORD.
O desaparecimento
Roberto iniciou a subida ao Pico Paraná no dia 31 de dezembro, acompanhado de uma amiga. Durante a ascensão, o jovem passou mal e chegou a vomitar algumas vezes, mas mesmo assim conseguiu alcançar o cume da montanha, considerado o ponto mais alto do Sul do Brasil. No entanto, durante a descida, ele acabou se separando do grupo e não foi mais visto.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o jovem estava sem celular, sem pertences pessoais e com pouca comida, o que aumentou a preocupação com o estado de saúde e com sua sobrevivência após vários dias desaparecido.
Após caminhar por cerca de 20 quilômetros por áreas de mata e difícil acesso, Roberto conseguiu chegar a uma região habitada. A avaliação médica inicial apontou que ele foi encontrado consciente e em condições estáveis, com sinais de desidratação leve e hematomas em membros inferiores.
Em uma videochamada com a irmã, o jovem contou como estava, depois de caminhar durante cinco dias. Ele descreveu que estava ferido e sem os calçados. “Eu tô cheio de roxos no corpo, com várias escoriações, e tô sem enxergar porque perdi meus óculos. Estou sem bota. Eu tô em uma fazenda. Foi Deus! Se você vir meu estado, você não acredita”, disse ele durante a conversa.

Fonte: Banda B
Fotos: 
Reprodução/Ric RECORD // Reprodução/ Redes sociais

Publicada em 05/01/2026