Operação mira quadrilha que roubou mais de R$ 1 milhão de salários de jogadores de futebol com documentos falsos


Criminosos abriam contas com documentos falsos e dados de jogadores de futebol e conseguiam transferir salários
Uma operação, realizada no Paraná e em outros três estados, mira uma organização criminosa que falsificava documentos de jogadores de futebol para aplicação de golpe financeiro. A ação acontece em Curitiba e em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana (RMC), além de Lábrea (AM) e Porto Velho (RO)
Ao todo, as policias civis expediram 33 mandados judiciais, sendo 22 de busca e apreensão domiciliar (cinco deles no Paraná), nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária (ambos no Paraná).
A investigação da PCPR apurou que os suspeitos teriam falsificado documentos de identificação de dois jogadores de futebol que atuam em times do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro.
Como a organização trabalhava?
Os criminosos abriam contas bancárias com documentos falsos e dados de jogadores de futebol. Pouco tempo depois, solicitavam a portabilidade do salário do verdadeiro titular dos dados para a conta fraudulenta.
Assim que os valores eram recebidos, os golpistas transferiam o dinheiro para outras instituições financeiras, compravam produtos e serviços ou faziam saques em caixas eletrônicos, dificultando o rastreamento e a recuperação dos valores.
O montante total desviado ultrapassa R$ 1 milhão, dos quais R$ 135 mil foram recuperados e bloqueados preventivamente. Após a detecção da fraude, a instituição financeira corrigiu imediatamente a vulnerabilidade e ressarciu as vítimas, que não tinham conhecimento do golpe.
Nome da operação faz referência à posição de jogadores de futebol
A operação, denominada “Falso 9″, recebe esse nome em alusão à posição tática do futebol que simboliza dissimulação e movimentação enganosa, uma analogia direta ao artifício utilizado pelos fraudadores que se fizeram passar por jogadores para aplicar o golpe.
Fonte: Catve.com
Publicada em 24/06/2025